quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sobre esquecer coisas

Meninas, muito obrigada pelas palavras de solidariedade com relação a minha perda. Vocês realmente são demais. =)

Mas já pedi pra São Longuinho, São Curtinho, São Pedrinho e companhia, mas não deu, ele ainda não apareceu. Estou começando a achar que eles estão de complô contra minha pessoa, de verdade.

Mas lendo os comentários de vocês, eu começo a perceber que sou uma pessoa perdida mesmo. Eu já perdi outras coisas, e assim como a Kátia disse nos comentários o que houve com ela, tive um celular que achou que era peixe ou tentou suicídio, pois pulou do bolso da calça direto para o vaso sanitário. Mas esse ele foi salvo, marido desmontou e secou tudo com secador e logo ele estava bonzinho. Depois desse tive um outro que não teve a mesma sorte. Perdi no shopping. Ou me roubaram, não sei, quando percebi o danado tinha desaparecido. Um mistério.

Além dos celulares, tenho problemas com chaves também. É chave de casa, chave do carro, chave, chave, chave. Sempre tenho a impressão que estou esquecendo. E quando percebo, esqueci mesmo. Ou está enfiada no canto do sofá, dentro do carro, perdida dentro da minha própria bolsa, ou deixei no trabalho, mas quando não encontro em nenhum nesses lugares é por que eu perdi mesmo.

Outra coisa que esqueço é lembrar de trazer algo pra comer no trabalho durante o dia. Eu lembro, evidente, mas quando estou verde de fome e fico com raiva por que lembro que comprei fruta, biscoito, pão e deixei tudo em casa. Sou é uma anta, isso sim. Por que depois fico reclamando que estou com fome. Agora por exemplo, estou com fome e não tenho nada pra comer. Mas entendam, não é preguiça de trazer, é que esqueço mesmo.

Uma outra coisa que me deixa intrigada é procurar uma coisa e encontrar outra. Não sei se fico feliz ou triste, pois geralmente encontro quando não preciso mais daquela coisa, ou comprei outra. Bosta de Lei de Murphy de novo. Juro que odeio esse Murphy dusinferno. Ainda bem que ele foi de uma dessa para pior, é por que uma pessoa otimista como ele só indo para um lugar pior mesmo.

Outra coisa que esqueço é de anotar recado. Sempre que alguém liga eu acho que vou lembrar de cabeça e não anoto. Tá eu anoto, mas é raro.

Marido vive me falando: me lembra de tal coisa amanhã.
Eu digo: Tá bom.
Dois dias depois ele me fala: Eu não te falei que era pra você me lembrar de tal coisa?
Eu: mas se você lembrou que eu esqueci de te avisar é por que você não esqueceu né? Então pra que te lembrar?

Conclusão: além de perdida, sou esquecida. Onde esse mundo vai parar? rs

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Onde estará?

A vida é bela sim, mas às vezes também é uma grande merda. Tem coisas que acontecem com as quais simplesmente não se aprende nada, é apenas uma merda e ponto.

Sexta feira perdi um brinco de ouro que marido me deu que custa o olho da cara e estou prestes a me jogar da ponte. Só percebi quando cheguei na faculdade.

Não me perguntem onde eu perdi, por que se soubesse com certeza não teria perdido. Já procurei em todos os lugares em que passei, no carro, em casa, no trabalho e até agora ele continua desaparecido. Cheguei a sonhar que encontraria ele em cima da minha mesa do trabalho, mas para minha tristeza, quando cheguei aqui ele não estava.

Marido claro, quando soube quase me jogou pela janela e disse que não vai mais me dar nada de ouro de presente por que acha que eu sou descuidada, que vivo perdendo as coisas. mas não é verdade, os outros que eu tinha foram roubados quando entraram em casa, então esses ai não foi culpa minha.

Agora, você ai, se viu um brinco de argola de ouro dourado com ouro branco, com fecho de aperto por favor me ligue, me mande um tweet, um email, um comentário. Estou muito chateada e me sentindo a pior das criaturas por te-lo deixado por ai, abandonado, sem abrigo, longe de seu irmão gêmeo idêntico que agora ficará sozinho.

A Re disse que a essa altura ele está de divertindo com a espigas de milho dela, que também se perderam pelo mundo.

Fala se a vida não é uma merda?

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sobre ser uma pessoa perdida e conhecer pessoas

Espelho, espelho meu, existe uma pessoa mais perdida do que eu? É, por que eu sou o tipo de pessoa que se perde, não na vida, mas em São Paulo, no trânsito. Sou uma pessoa que se não passar mais de duas vezes no mesmo lugar não aprende o caminho e não adianta ir de passageira, tenho que dirigir para memorizar, por que de passageira eu olho para o nada e não presto atenção no caminho.

Foi assim: olhei no maps, tracei a minha rota, imprimi, mas esqueci de um detalhe: a rota alternativa, por que o acesso que eu deveria entrar estava interditado e tive que fazer o retorno láááááá no fim do mundo. Tá bom, um pouco antes, por que antes de chegar no fim do mundo liguei pra Sissi, meu GPS ambulante, minha salvadora, que me ajudou a voltar a salvo do fim do mundo e dos motoristas malucos que gritam com mulheres perdidas que pedem ajuda pelo celular. Sei que se não fosse por ela nunca mais acharia o caminho de volta e estaria perdida para sempre.

Depois da experiência de quase chegar ao fim do mundo, penso seriamente em comprar um GPS de verdade e deixar a Sissi em paz. Por que se perder uma vez tudo bem, mas duas no mesmo dia é abusar da pessoa, apesar que na atual situação, se ganhasse um de presente não seria nada ruim. Quem quiser me presentear eu aceito de coração, meu aniversário é em Dezembro tá?

Mas toda essa 'perdição' foi por uma boa causa. Conheci duas pessoas surpreendentes. Uma delas foi a July´s, uma pessoa que converso a muito tempo e que é linda, loira, alta, magra, inteligente, que toma cerveja com marido como eu e que será minha nova companheira de copo, (vou me jogar da ponte, como ela toma cerveja e é magra? rsrs) que nos levou no estúdio de tatuagem, que faz bolotas natalinas e que nos acolheu em sua casa com muito carinho para uma reuniãozinha que rimos muito e até queria fazer comidinha pra gente. Amei conhece-la. Só me senti mais baixinha perto dela. rs

A outra foi a Renata, uma pessoa fofa, que no começo achei um pouco tímida, mas que depois foi se soltando e que logo se acostumou com presença de uma outra pessoa sagitariana quase nada falante como eu que nem quase fala bobagens, é por que a outra a Sissi, mas essa ela está acostumada. Prova disso foi nosso assunto peculiar na hora do almoço. Eu e a ela falávamos como matracas, como se ninguém estivesse em volta e ela fazia careta de imaginar sobre nosso assunto. Mais engraçado foi o homem da outra mesa ouvindo nossa conversa e a ela nem percebeu. Só faltava ele querer participar da conversa. Rimos demais que nem vimos a hora passar.

Mas ainda muita coisa estava por vir. Rumamos para o nosso dia de desembaragamento, onde eu e a Sissi cuidávamos da beleza e a Renata só estava olhando e tirando uma com a minha cara enquanto eu fazia limpeza de pele, com a cara toda branca e com vapor na cara. Mas logo tive minha chance pois ela se empolgou e decidiu cortar o cabelo. Um cabelo longo e ondulado. Coisa linda. E que ficou ainda mais lindo depois do corte. Mas que ela estava engraçada na cadeira com aquele cabelo preso na frente, ninguém pode negar.

Foi um dia especial, um dia de meninas, diferente, feliz. Um dia que me perdi, que me achei, que conheci pessoas maravilhosas que já faziam parte da minha vida no mundo virtual, mas que são muito reais e que tenho muito carinho. Adorei cada momento com elas espero que momentos assim se repitam muitas e muitas vezes.

Esse mundo blogueiro é fantástico. Amo demais.

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